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  • O Park do mal, Júnior Rebouças

    O park do mal

    Se chegou sem avisar

    Dopamina a me faltar

    Me devora lentamente

    Controlada mas insistente

    Logo cedo descobri, me faz ficar noites, dias a pensar

    Não é bom saber que nunca, de mim, se afastará

    Conviver não é tão fácil

    Regras, cuidados, sigo todos os passos

    Só deslizo na conversa de bar

    Sonhos, os tenho diuturnamente

    De uma realidade cruel, excludente

    Invadem minha mente, exploram, controlam

    Causam tremores até na emoção

    Carregados diretamente do e no coração

    Sostô! mesmo assim, não sinto dor

    Faço amor

    Amo

    Sou amado

    Faço sucesso, sou renomado

    Mas com o passar do tempo, sei…

    Precisarei

    Mas poucos hão de aparecer, pra me confortar, me acompanhar e aquecer

    E ela?

    – Essa há de ficar, me maltratar, me consumir, me devorar

    Resistirei até o padecer do fenecer

    E sucumbirei ao Parkinson

    Júnior Rebouças

    por manoelrebjr

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