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  • Que saudades do churrasquinho de Dona Ilza Cajuá e Tico na feira livre de Mipibu. Tomara que volte logo!

    Churrasquinho de Dona Ilza Cajuá e Tico

     

    As carnes frescas, novinhas e selecionadas

    Muita gente ali frequenta

    Nas barracas abancadas

    Homem em pé e mulher se assenta

     

    Inicia na tarde o carvão queimando

    Não há discriminação

    Todo espectro social chegando

    A qualquer um é possível degustação

     

    São pequenos e grandes comerciantes

    Empresários, professores, pedintes, trabalhadores

    Ambulantes, catadores, aposentados, os próprios feirantes

    Noiados, indigentes, todos com seus odores, cores e dores

     

    É onde se dissemina a informação

    A fofoca toda é onlaine, no ouvido

    Não é necessário ter zap não

    Sair dali desinformado eu duvido

     

    Se faz até negócio

    Tem troca troca também

    Se compra e vende até consórcio

    O problema é quando alguém não se sai bem

     

    O papo rola solto e com prazer

    Todos conhecidos da região

    O único o objetivo é o lazer

    Raramente há confusão

     

    Desafio churrasco mais gostoso

    A cerveja mais gelada

    Nessa pareia gasta é tudo, não existe custoso

    A dificuldade se transforma em nada

     

    Não pode gastar o da feira

    A única coisa pra se preocupar

    Também não invente de cair na bagaceira

    Dona encrenca vai lhe matar

     

    E na hora de mijar

    Agora tem o mercado

    No ir e no voltar, a companheira deve beijar

    E da mulher, por segurança, ficar no costado

     

    Lá vem um bebum enjoado

    Tem que ter diplomacia e paciência

    Tirar de letra, disfarçar, ficar de lado

    Amacia, você é decência

     

    E a noite adentrando

    Os ânimos começam a aflorar

    Carros com som, a cada gole, aumentando

    Manda quem pode, o Coroné Manezin desce e orienta baixar

     

    Chegando a madrugada

    Dona Ilza e Tico vão se recolher

    É hora de dar uma parada

    Recomeçam no alvorecer

     

    E aquele bebo chato e rico

    Comendo, bebendo e se oferecendo todo

    Que dinheiro no bolso, não tem um tico

    E Tico já diz: esse é enrolão e de engodo

     

    Início da tarde de sábado é hora de encerrar

    A feira devagarinho acabando

    Dona Ilza e Tico vão descansar

    Os últimos bebin rondando

     

    E de novo pedem mais uma, a última, a saideira

    Tico decreta: – vamu encerrar a farra

    E eles vão pro Bar do Violão na rua da ladeira

    Onde tarde a dentro continuarão a algazarra

     

    Vão escutar música boa

    Uns já cochilando

    Outros ficando atoa

    As famílias procurando

     

    Mais um sábado acabando

    Escuta o que eu digo a tu

    Todos voltam pra casa tombando

    Em São José de Mipibu

     

    Júnior Rebouças, 22/08/2019, São José de Mipibu

    por manoelrebjr

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