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  • Périplo do Sábado pelos bares e restaurantes de Mipibu – Por Júnior Rebouças

    Périplo do Sábado pelos bares e restaurantes de Mipibu

    Um pouco antes do término da feira, depois de já ter comprado a goma da semana e o bolo que a madame pediu, ele dá uma paradinha em Dona Nalva na Marron Glacê, conversa séria, boa, um cafezinho e pé na bunda.

    Na sequência chega-se em Dona Quinininha, por trás da rodoviária, lá se sabe das últimas resenhas, bate um papo com o pessoal do jogo e motoristas, toma aquele caldo de peixe reforçado e pegue mais conversa e segue a estrada.

    Passa em Joinha, mas hoje não tem carteado, ele tá preparando a bancada do almoço, ainda todo enjoado. Pergunta o placar do futebol, o resultado do bicho, um tiquin de papo tosco e vai embora pertubado.

    Os trabalhos efetivamente se iniciam no Caipira, em Nélio e Eumarques, reduto tradicional de encontro da turma, junto com filhos e esposa. E pra aliviar um pouco a tensão da molecada, pede-se logo tripa assada, carneiro torrado, caldo de camarão e uma galinha refeição. Produto e atendimento diferenciados em qualquer situação. Eis aí a questão! Conversa já rolando solta, suave, naquela ventania da mesa do fundo, mulher, homem e menino, todo mundo falando junto, tem muito papo, risada e descontração, ninguém para um segundo é só animação.

    Já chegando em meados da tarde, o cortejo marca encontro em Dona Zezé. Manuel Auto Peças chegou antes e já está tomando seu whiski acompanhado de uma pratada de mocotó, pense num negocin bom. Todo mundo já devidamente sozinho, alguns já alegres, outros em pé. Chegando lá, é pedido uma galinha petisco e a cerveja mais gelada, quero uma cadeira na sombra perto de Manuel, mesmo que seja a quebrada, nem é necessário mais cardápio, ela já conhece toda aquela rapaziada. Mesmo com o inconveniente do sol, a alegria já contagiou a todos e a conversa soa leve e mais alta, a zoeira tá grande nessa hora, Dona Zezé servindo, nada na mesa ela deixa faltar. O tempo vai passando e depois da tardinha, já começam os primeiros a desertar. Vá em paz e pra casa não mude o caminho não, não entre na vizinha.

    A passagem por Pinha é rápida, só o tempo de comer uma dobradinha, uma língua, falar um pouco e se atualizar das coisas das cavalgadas.

    E a mundiça segue rumo às ladeiras do Bela Vista. Novamente remarcam para Zezinho do Violão, onde Manezin já os aguarda com uma mesa farta, num ambiente bucólico, no meio do verdão, naquele arvoredo acolhedor, isso já chegando a noitinha, começa a seresta com Zezinho cantando, tem caldo de ova, carne, peixe, cerveja geladinha, cada um pedindo música, o povo falando, muita piada… agora é festa, diversão, vira uma farra danada.

    E no avançado da hora, já é momento de partir novamente, encontrar com a Cumadi e os filhos lá no Espetinho do Marcos, churrasquinho e petisco de primeira, bem quente e novinho, conversa boa, ambiente saudável. Alguns já totalmente a vontade, tem o gastoso, o risonho e o gaiato, um tiquin de proza com Clóvis. É o apogeu do encontro daquela confraria e nesse exato momento a alegria é geral, todo mundo se cumprimentando e se encontrando por ali, papeando na maior alegria e astral.

    E pra fechar a noite de mais um sábado, bebendo aquela expulsadeira, tem que passar em Eduardinho, para lanchar, tomar açaí ou sorvete. E uns já cochilando, imploram pra ir embora, já tá na hora, quero dormir, e outros ainda pedindo a emboradeira e de novo mais uma saideira. Aí a confusão tá formada. Depois de ponderar e entrar em consenso, ânimos apaziguados, todo mundo acalmado, bem pensado, é melhor terminar a noitada.

    Os mais jovens e resistentes, como eu, ainda não se dão por vencidos, vão dar uma última passada pela Gruta, escutar reague, rock pesado, dançar, ver gente nova, azarar, barulho, zoada, muito ruído. Mas lá pelo início da madruga, não tem mais jeito não, agora tem que ir pra casa. Dar aquela dormida, descansada.

    Domingo, acorda, ressaca?
    Não!
    A galera vai pra Fábio Couto, tem caldo da caridade e aquele churrascão.
    De leve…

    Júnior Rebouças, 21/03/2019, São José de Mipibu

    por manoelrebjr

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